Começa a Campanha Yázigi Sports for Life, que apoiará a Copa do Mundo de Criança de Rua 2014 – o lançamento foi um sucesso!

Diretores, professores e alunos do Yázigi posam para foto com palestrantes no lançamento da Campanha de Cidadania Yázigi

No dia 24 de março de 2011, no  Museu no Futebol, em  São Paulo, aconteceu o lançamento da Campanha de Cidadania Yázigi Sports for Life. Essa campanha terá como principal objetivo o desenvolvimento da cidadania através da prática de esportes nas comunidades onde o Yázigi está presente e a inclusão social de crianças e adolescentes em situação de rua no Brasil, por meio de atividades esportivas, artísticas, educacionais e do aprendizado das língua inglesa e espanhola.

No lançamento, os participantes foram recepcionados com um café da manhã,  seguido por palestras de membros do Yázigi, que falaram sobre a campanha e sobre o compromisso do Yázigi de contribuir para o processo de educação e cidadania global. Também houveram apresentações de representantes internacionais da ONG ABC Trust e da Copa do Mundo de Criança de Rua, cuja segunda edição acontecerá em 2014 no Rio de Janeiro e contará com o apoio do Yázigi, por meio da campanha Sports for Life. Maira Inae e Jimena Page falaram sobre o trabalho da ABC Trust e sobre como a ABC, anfitriã da Copa do Mundo de Criança de Rua 2014, está se preparando para esse grande evento.

O comentarista de Fórmula 1 da Rede Globo e piloto de Stock Car, Luciano Burti, patrocinado pelo Yázigi, também marcou presença, além de diretores, professores, alunos, orientadores pedagógicos das escolas, atletas renomados e parceiros de todo o país, totalizando mais de 170 pessoas.

Após as palestras, os participantes seguiram para uma descontraída visita ao Museu do Futebol e aprenderam mais sobre a historia desse esporte tão popular e inclusor.

Veja o vídeo do lançamento:

Conheça mais sobre a Campanha Sports for Life: http://sportsforlife.yazigi.com.br
Mesmo não sendo aluno do Yázigi você pode participar e ajudar a arrecadar fundos para os projetos da ABC Trust de assistência a crianças de ruas e jovens em situação de maior vulnerabilidade no Brasil.

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Esporte Fantástico, da Record, vê Copa como nova opção de um futuro melhor para as crianças

No último sábado, dia três de abril, o programa Esporte Fantástico, da Rede Record, exibiu uma matéria bem bacana sobre a Copa do Mundo de Criança de Rua! Para conferir, clique na imagem ou no link abaixo:

http://esportes.r7.com/videos/meninos-e-meninas-pobres-disputam-copa-do-mundo-de-futebol/idmedia/d61d079ec54a01e673795a41c124a588.html

Aproveitamos para agradecer a toda equipe do Esporte Fantástico, em especial à editora Janaina Tupan Frare, e ao repórter, Alex Mendes, pelo carinho. O respeito de uma instituição como a Record ao tema que tratamos, assim como o espaço concedido, são essenciais para o sucesso de nossa causa. Sabemos que se criança de rua é pauta da Record e do resto da mídia, ela vira pauta da sociedade. Se no Brasil houvesse mais jornalistas como vocês, preocupados com essa questão, a realidade dessas crianças seria bem diferente.

Muito obrigada mesmo!

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“Uma Copa criada só para vencedores”

Foi o Estado de S. Paulo quem afirmou: somos “uma Copa criada só para vencedores”.

Em uma matéria do caderno de Esportes de hoje, a repórter Ana Paula Garrido retratou de uma forma bem bacana como foi a Copa do Mundo de Criança de Rua.

Vejam abaixo que legal que ficou! Ou pelo link http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100330/not_imp531176,0.php

Valeu pelo carinho, Ana Paula! A atenção e o espaço que você nos concedeu são essenciais para o sucesso de nossa causa!

Evento foi organizado pela primeira vez e a África do Sul recebeu garotos que passaram a infância sem casa

Ana Paula Garrido – O Estadao de S.Paulo

Eles acabaram de voltar da África do Sul, onde jogaram a Copa. Lá foram destaque entre os times adversários, sempre idolatrados por onde passavam. Não, não é uma prévia otimista para a participação da seleção brasileira na 19.ª edição da mais esperada competição de futebol do mundo. A Copa citada se refere ao primeiro torneio de Crianças de Rua, conquistado pela Índia, que ocorreu de 14 a 23 de março e teve o futebol como pretexto para reunir ex-moradores de rua, de 13 a 16 anos.
A equipe brasileira foi com 10 “craques” (7 meninos e 3 meninas), que se revezavam quanto à posição de capitão do grupo. O talento do elenco não veio necessariamente dos pés, mas da superação na trajetória de cada um. Hoje, nenhum deles mora mais nas ruas, todos estão em abrigos. Mas a difícil experiência vivida por eles até hoje vem à tona, seja em gestos de isolamento ? alguns preferem não falar e nem sair em fotos ?, ou no tempo necessário para transmitir confiança ? há quem comece tímido, mas depois pede para conversar por horas.

Por lei, eles não podem contar as barreiras enfrentadas na rua, para evitar complicações futuras. O que se sabe é que o principal motivo que os levam à rua é a violência doméstica, causada muitas vezes por alcoolismo ou uso de drogas pelos pais. Talvez por isso, os garotos valorizem tanto um simples gesto de carinho ou aceitação. “O que eu mais gostei da viagem foram as pessoas mesmo. Elas eram diferentes, houve uma recepção muito boa com a gente, que eu não esperava”, conta Thamires dos Santos Ferreira, de 15 anos.

O assédio ao grupo verde-amarelo veio logo na chegada. “Quando anunciaram o Brasil, todo mundo se levantou para aplaudir”, vibra Josilene dos Santos, a Lenynha, lembrando da entrada do grupo na escola, onde ficaram, em Durban.

Em campo, o desempenho brasileiro não foi tão bom ? terminaram em 4.º lugar. “Faltou mais dedicação”, contou Rogéria Souza de Oliveira. Porém, o objetivo não do evento não ter um “campeão” de fato, mas proporcionar a troca de experiência e, principalmente, propor soluções para a realidade que atinge crianças no mundo inteiro.

Este cenário, Rogéria, a capitã fora das quatro linhas, não teve problema para dominar. “Nas eleições, todos fazem promessas, mas ninguém fala em tirar as crianças da rua. Isso precisa mudar”, indica a mais engajada na questão ? desde 2004 participa de conferências sobre o tema. Há 7 anos mora num abrigo.

A mais alegre do time, Lenynha, conheceu alguns lugares onde moram as crianças de rua da África do Sul e se surpreendeu com o que viu. “Eles moram em árvores. Eles fazem um buraquinho e escondem as roupas lá dentro”, comentou a garota de 12 anos, ou melhor, thirteen (treze em inglês), como prefere falar, numa forma de reforçar o que aprendeu vivendo com pessoas de sete países: África do Sul, Índia, Ucrânia, Nicarágua, Filipinas, Reino Unido e Tanzânia.

Igualdades. Segundo o grupo, as condições dos moradores de rua no país-sede da Copa são piores que as do Brasil. No entanto, a trajetória, cercada de barreiras, é a mesma no mundo todo.

A questão do idioma também não foi entrave. “Não importa de onde as pessoas sejam, percebemos que todos nós somos iguais. Todos nós somos crianças que queremos brincar”, comentou Rogéria, que trouxe de lembrança as trancinhas vermelhas, feita na África do Sul.

A passagem já deixa saudades no time. A maioria do elenco brasileiro se emocionou durante toda a competição. “Foi lindo quando a Inglaterra ganhou da gente e pegou a bandeira do Brasil para comemorar”, recorda Thamires. “Eu me emocionei com o garoto africano que chorou no primeiro jogo, porque eu não pude entrar, (o time deveria ter só 9 atletas). Depois disso, eles deixaram jogar todos os dez”, conta Rogéria.

As boas lembranças das crianças podem ser retomadas em junho, mais exatamente no dia 25, quando a seleção enfrentará Portugal, pela primeira fase, no Estádio Moses Mabhida, o mesmo que os jovens conheceram e puderam pisar o gramado.

Na próxima Copa, em 2014 no Brasil, a “seleção-exemplo” não poderá jogar: todos já terão ultrapassado o limite de 16 anos. Para não ficar de fora e tentar rever os amigos estrangeiros, alguns já pensam em atuar como voluntários. No entanto, o ideal é outro. “No fundo, a gente não quer que tenha a segunda edição. Até 2014 espero que não existam mais crianças de rua no mundo. Isso é possível se as pessoas se conscientizarem”, declarou Rogéria.

O pensamento completa a frase elaborada pelo grupo, durante as conferências, feitas entre os jogos: “Para mudar o mundo comece a mudar a si mesmo, porque todos somos campeões!”

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Time do Brasil chega hoje em São Paulo

“Eu não quero ir embora”, falava Lene. “Quero ser voluntária na Copa do Mundo de Criança de Rua em 2014”, disseram Rogéria e Thamires. “E eu quero levar todo mundo que participou dessa Copa pro Brasil”, completou Vicente. Foi com muitos pedidos de quero mais que o time do Brasil deixou Durban a bordo de um avião da TAP e aterrissou em São Paulo hoje pela manhã. 

Difícil foi conseguir dormir no voo com tantas lembranças e saudades antecipadas do evento que acabou. Como decidir o momento predileto entre tantos tão memoráveis? Para Jimena Page, fundadora da ABC Trust, os três melhores foram quando a Inglaterra levantou a bandeira do Brasil após a vitória sobre nosso time; o Shosholoza, tema da vitória da África do Sul no mundial de Rugby de 1995, cantado em uníssono por todos os países no final da exposição de arte, em plena Galeria de Artes de Durban; e quando o diretor da escola Hillgrove Secondary School, que recebeu o Brasil para fazer as atividades de arte advocacy, fez um discurso de despedida entregando medalhas a todos os envolvidos com a participação do Brasil na Copa do Mundo de Criança de Rua e afirmou ter mil e duzentas crianças rezando por eles todos os dias desde o dia em que eles se conheceram. 

  

Mas como esquecer Brasil e Filipinas trocando informações sobre a realidade social dos países, na Conferência sobre os Direitos das Crianças de Rua? A surpresa de nossas crianças ao perceber que países tão distantes compartilham realidades tão parecidas? E ao vê-las falando como gente grande, que criança de rua não é pauta de campanha de nenhum candidato e que isso seria cobrado por elas na próxima eleição? Ou ainda da recepção do vice-prefeito de Durban no estádio de futebol em que a seleção brasileira estreia na Copa contra Portugal? Não tem como. 

Rodrigo, David, Jimena e Douglas ao lado do vice-prefeito de Durban

 

Assim como também não dá para deixar de lado os grupinhos de bate-papo que rolavam de noite, entre crianças que não compartilhavam nem mesmo uma palavra em comum. Por horas, viam-se meninos e meninas do Brasil conversando com jovens da Ucrânia, da Inglaterra e da Nicarágua. Valia tudo para completar a comunicação: mímicas, gestos e sorrisos. Muitos sorrisos. 

Sorrisos que, apesar dos pesares, também não saiam do rosto dos sulafricanos por nem um minuto. Eles, que têm sido perseguidos por ações de varrição das ruas por parte da polícia metropolitana, em função da Copa da FIFA, como mostra o vídeo da Umthombo, a organização que representou a África do Sul no evento. 

 E a vibração de todos os times no futebol? Os aplausos das quase 80 crianças participantes para a vencedora Índia.  A visita à reserva natural, a primeira vez que tantos deles viram um rinoceronte na vida. A patinação no gelo, as aulas de surfe, a apresentação cultural de tantos países, o Brasil fazendo todos os times levantar poeira juntos? É coisa demais para se lembrar. 

Melhor do que guardar essa experiência na lembrança é fazer dela a base de tudo o que ainda virá pela frente: a Copa do Mundo de Criança de Rua de 2014 no Brasil, a campanha que se seguirá até lá, as vozes das crianças de rua que tanto têm para contar. Tudo isso foi só o começo. Os jovens do Brasil ainda têm muito que dizer. E nós da ABC Trust, do Projeto Quixote, da São Martinho e todos os envolvidos na Copa do Mundo de Criança de Rua vamos ajudá-las a se fazerem ouvir.

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Polícia de Durban é flagrada fazendo “varrição” das crianças de rua por membros da Copa do Mundo de Criança de Rua

Durban, 22 de março de 2010_A menos de três meses da Copa do Mundo da FIFA na África do Sul, a polícia metropolitana de Durban, uma das cidades sede do evento, foi filmada em ações de varrição de crianças de rua, para retirá-las do centro da cidade.  O flagra aconteceu durante o período da Copa do Mundo de Criança de Rua, que teve início em 14 de março e acabou hoje. As imagens foram feitas por membros da Umthombo, organização que trabalha diretamente com crianças em situação de rua e que representou a África do Sul neste projeto.  Elas estão disponíveis no site www.wateringcanmedia.com/clients/umthombo.

“As crianças de rua alegam que essas operações de varrição têm ocorrido com freqüência por causa da Copa do Mundo da FIFA. A prefeitura de Durban disse que investigaria essas alegações, mas diz que a polícia não está tirando as crianças das ruas à força para a Copa de 2010”, afirma Tom Hewitt, CEO da Umthombo .

A polícia liberou a garota depois de ser abordada por integrantes da Umthombo, por ONGs internacionais e pela mídia, e ela foi reintegrada à família com o auxílio da organização.

 “As crianças que são forçadas a sobreviver nas ruas merecem algo muito melhor. Eles não são criminosos – e, em vez de serem tratadas com cuidado e compreensão, recebem tratamento duro da polícia. Todas as crianças têm direito a um lar seguro, proteção contra a violência, o acesso aos cuidados de saúde e educação. Ainda mais importante, suas vozes devem ser ouvidas e suas esperanças e sonhos levadas a sério. A ABC Trust vai trabalhar com os organizadores da Copa do Mundo de Criança de Rua para trazer o evento para o Brasil em 2014 e dará especial atenção à forma como as crianças que vivem nas ruas são tratadas durante os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA. Esta é uma ótima oportunidade para o Brasil liderar nos próximos quatro anos para o Brasil, não apenas no campo de futebol, mas também em tomar medidas concretas para defender e proteger os direitos das crianças mais vulneráveis do país”, afirma Webb.

Acaba hoje a Copa do Mundo de Criança de Rua

 O evento que reuniu cerca de 80 crianças que já tiveram experiência de rua de oito nações num torneio de futebol e em uma Conferência sobre os Direitos das Crianças de Rua, em Durban, na África do Sul, teve início em 14 de março e encerrou suas atividades hoje, tendo a Índia como grande vencedora do campeonato. O time conquistou o caneco depois de vencer a segunda colocada Tanzania, por 1×0 na final.

Apesar de não ter se classificado para as semifinais, a participação do Brasil no evento foi marcante em diferentes aspectos. Na Conferência, as crianças discutiram temas como casa, proteção contra violência e acesso à educação e saúde.  Assim como as discussões, o Manifesto também foi redigido por eles, e as conclusões foram:

Queremos mudar a mente e a atitude das pessoas em relação ao tratamento dado às crianças de rua;

O governo precisa incluir crianças de rua na plataforma de governo;

Nós vamos pressionar o governo para mudar sua atitude em relação às crianças de rua entregando aos candidatos das próximas eleições uma lista de perguntas relacionadas às crianças em situação de rua, um resumo do trabalho feito na Conferência da Copa do Mundo de Criança de Rua e articular com a mídia para assegurar que as respostas serão respondidas. 

O evento contou ainda com uma exibição de artes produzidas pelas crianças na Galeria de Artes de Durban, além de participarem de um safári em uma reserva natural, a um parque aquático, à praia e à sede da Umthombo.

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Índia vence a Copa do Mundo de Criança de Rua

A cerimônia de encerramento selou hoje o fim do campeonato de futebol da Copa do Mundo de Criança de Rua. Os campeões foram os indianos, que venceram a segunda colocada Tanzânia por 1×0. Os outros times não se classificaram, mas todos os participantes receberam uma medalha por participarem da Copa.

Acaba hoje o torneio de futebol da Copa do Mundo de Criança de Rua

Apesar do fim do campeonato, a Conferência sobre os Direitos das Crianças de Rua ainda está em plena atividade. No início das discussões, diante de todos os times, Chris Rose, o organizador do evento, leu a frase que o Brasil sintetizou para simbolizar a Copa do Mundo de Criança de Rua: “Para mudar o mundo, comece mudando a si mesmo. Todos somos campeões”.  Um vídeo com cenas de ontem animou bastante os participantes, e você pode conferi-lo aqui.

Meninas de todos os países discutem proteção para crianças de rua

Hoje, o tema discutido foi proteção contra a violência. As meninas de todos os times foram separadas dos meninos, e juntas trabalharam com a ONG britânica de advocacy Plan International, para que pudessem falar mais abertamente sobre os problemas enfrentados.

Apesar das diferenças geográficas e culturais, muitos assuntos levantados na discussão de todos os países se assemelham. Entre eles estão uso de drogas por parte dos pais, parte da polícia que abusa do poder, abuso sexual, físico ou verbal vindos do padrasto, irmão mais velho ou amigos da família.

No fim do fia, todos conferiram os trabalhos de arte que os times montaram durante o evento com o auxilio dos artistas da organização Momentum Arts, expostos na Galeria de Artes de Durban. As pinturas foram feitas em hexágonos que se encaixavam uns nos outros, como parte de uma colméia de abelhas.

Trabalhos de arte das crianças são expostos na Galeria de Artes de Durban

A ideia de relacionar crianças de rua com abelhas partiu dos freqüentadores da Umthombo, organização que representa a África do Sul na Copa do Mundo de Criança de Rua, que defendem que as crianças andam em grupo quando estão em perigo, gostam das coisas doces da vida, mas quando são incomodadas, acionam um ferrão para se defender. Já para os jovens da Tanzânia, crianças de rua são como girafas: “por serem altas, elas podem ver alem da situação imediata, elas podem ver um futuro melhor”.

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Tem início a Conferência sobre os Direitos das Crianças de Rua

“Casa: qual o significado dessa palavra para você?” Foi com essa pergunta que teve início a Conferência pelos Direitos da Criança de Rua aqui em Durban, que abriu as discussões com o tema Casa, Abrigo e Reintegração. Proteção e acesso à saúde e educação estão na pauta dos próximos dias.


Brasil participa do primeiro dia da Conferência pelos Direitos das Crianças de Rua

Acompanhados pelos educadores, os grupos discutiram internamente questões relacionadas ao tema, e no final das discussões, compartilhavam as conclusões com um time diferente. Em um primeiro exercício, “termos como “nome”,” mãe” e ”um lugar para se proteger da chuva”  foram colocados em diversos post its, e colados em uma grande folha de papel, assim como fizeram os outros times.

A atividade pretendia que os jovens participantes pudessem levantar os problemas encarados pelas crianças de rua e os colocassem em ordem de prioridade. Na equipe do Brasil, algumas “decisões errôneas de juízes da vara da infância e adolescência” são fatores que afetam intensamente a vida daqueles que estão na rua – principalmente se o juiz decidir tirar a guarda de três dos quatro filhos de uma mãe que tenha uma das crianças na rua, como exemplificou o time. “A pouca atuação dos Conselhos Tutelares” foi o segundo tópico a surgir, seguido da “falta de responsabilidade da família”, por não querer assumir a criança que gerou. Quando se discutiam os problemas, foi revelada por um jogador a importância do brincar. “Eu não tive infância, toda a hora ia trabalhar com minha mãe”, disse um deles.

As soluções foram pensadas em nível pessoal, local, nacional e global, como descrito na tabela abaixo. Antes, porém, os jovens assistiram vídeos que traziam o depoimento de adolescentes em situação de rua e de risco no Rio de Janeiro. A presença de Valdinei Martins, educador social da organização parceira da ABC, São Martinho, e do assessor de convênios, Leonardo Costa, também ajudou a passar ao time do Brasil as diferenças e semelhanças que envolvem a questão da criança de rua nas duas cidades – e dessa forma, levar à discussão global a voz das crianças da capital carioca.

PROBLEMA SOLUÇÃO PESSOAL SOLUÇÃO LOCAL SOLUÇÃO NACIONAL SOLUÇÃO
GLOBAL
Pouca atuação do Conselho Tutelar Votar no Conselho Tutelar Contratação de equipe melhor capacitada Fiscalização dos conselhos tutelares Campanhas
Preconceito Mudar o próprio preconceito Campanhas Campanhas Campanhas
Trabalho infantil Fazer doações a famílias carentes Campanhas Campanhas Campanhas

À tarde, o time disputou com a África do Sul a vaga para brigar pelo quinto lugar, mas os anfitriões acabaram levando a melhor, vencendo o Brasil por 2×1. O dia acabou com um churrasco a la África do Sul oferecido pela Delloite, em que não faltou bife grelhado, linguiça e bisteca. E, claro, pimenta. Muita pimenta – como não poderia deixar de ser.

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